Amanhã, 22 de julho, vai
acontecer o PRIMEIRO ENCONTRO DOS SKATISTAS DO COMPAZ DO ALTO SANTA TEREZINHA. Trata-se de um evento protesto, reivindicando
a construção da pista de skate que deveria existir no local, pista essa que aparece
até na maquete que fica na entrada do prédio do COMPAZ (Centro Comunitário da
Paz). Várias foram às promessas, que após a inauguração, a pista começaria a
ser construída... E até agora, quatro meses depois, nada do skatepark sai do
papel.
Além da competição de
melhor manobra de skate, o evento contará com exposição de grafite,
apresentação de bandas e grupos culturais locais, roda de break e microfone
aberto. O COMPAZ fica localizado na AV. Aníbal Benévolo no Alto Santa Terezinha
(Parada de ônibus em frente ao local).
Apareça por lá, vamos reivindicar
o direito do skatista e o dever do estado.
No próximo sábado 23 de
julho, a Submundo Produções em parceria com a Cinematologia e a Casa do Cachorro
Preto, apresentam a festa de lançamento
do vídeo TU FLIPAS, OLINDA? Um documentário sobre o skate de Rua Olindense. A
festa acontecerá na Casa do Cachorro Preto (Olinda-PE) a partir das 20h, com
entrada custando R$5,00. Além da exibição do Doc, também vai rolar shows, com
Dj Kleyton Abrão, Hebert Lost, Geldson PicaPau e sorteio de brindes para o
público.
O Picos e Pistas
resolveu trocar uma ideia com o skatista e diretor do vídeo, Thiago Barros “Batata”,
o cara falou um pouco sobre a produção do documentário, a expectativa do
lançamento e sobre o skate olindense... Dá uma conferida
Thiago Siqueira Pontes de Souza Barros, Diretor do Documentário, 23 anos e 8 dedicados ao skate.
P&P - Como
surgiu a ideia do vídeo “Tu Flipas, Olinda”? Existiu um roteiro prévio ou a
concepção de ser um documentário veio durante as filmagens?
Sempre tive a ideia de
fazer um vídeo de skate, desde o momento em que comecei a andar e trabalhar com
edição, com 15 anos. Comecei a editar uns videos bem toscos na época, lembro
que usava o movie maker, mas de qualquer forma isso me deu uma base, um
primeiro passo pra me familiarizar com programas profissionais posteriormente,
como o adobe première, que utilizo até hoje. Paralelamente a isso, eu começava a
andar de skate: mudou completamente minha vida e minha visão de mundo,
resumindo. Assistia muitos videos na época, era um viciado. Assistia tanto pra
aprender manobras, quanto pra estudar a forma como os vídeos eram filmados e
editados. Quando comecei a andar de skate por Olinda, senti algo completamente
diferente dos outros picos que frequentava. Eu não sei explicar o amor e a vibe
que tenho por essa cidade, mesmo morando em Recife, é surreal. Entrei na
faculdade já apostando na área de audiovisual e comecei a aprender e aprimorar
ainda mais as técnicas de edição e filmagem. O tempo ia passando e o que mais
me preocupava era o TCC. Sabia que queria fazer algo relacionado ao skate, mas
não sabia o quê. Quando consegui comprar minha câmera, tive a ideia de unir
todas as minhas paixões numa coisa só. Resolvi fazer um video sobre o skate de
rua olindense. Queria algo bem produzido, que pudesse servir de exemplo de
qualidade no futuro. Minha ideia era mostrar que em Olinda tem uma cena de
street, que tá em constante crescimento, além de mostrar a relação dos
skatistas entrevistados com o esporte, a cidade e os pontos positivos e negativos
de andar pela cidade do farol. Isso tudo é abordado na forma de um
documentário, gênero que achei mais apropriado pra mostrar toda essa bagagem de
informação, coisa que ninguém havia explorado antes. A ideia do nome veio da
minha cabeça mesmo. Não queria um título enlatado, com nome em inglês, sei lá.
Queria algo puxado pro regional, visto que a cidade é recheada de cultura,
história e tem uma identidade muito forte. Não dá pra deixar isso passar
batido. É como se perguntassem pra cidade se ela anda de skate, se tem skate de
rua lá. O flip é uma das manobras mais icônicas do street e eu quis
abrasileirar a ideia, gerando o título-pergunta. Eu achei meio tosco na hora,
mas mudei de opinião quando a galera achou interessante. Fui muito elogiado na
hora da defesa do trabalho. Não imaginava que iria ter tanta repercussão
positiva. Mesmo sendo um vídeo voltado pra um público específico, pra quem anda
de skate e vive a parada, até a galera que é leiga no skate, mas que entende de
audiovisual, ficou de cara com o resultado. Não tô querendo exagerar ou me
gabar, mas foi realmente o que aconteceu. Deu certo de alguma forma hahaha.
Sobre o roteiro, o que existiu concretamente, foram as perguntas pros
entrevistados. O resto, deixei fluir naturalmente durante as filmagens e creio
que deu um material interessante.
P&P - Você
foi o responsável por idealizar, filmar e editar tudo? Quanto tempo durou para
finalizar todo o projeto?
Sim. Levei 4 anos pra
chegar no projeto final. 2 anos de pré-produção (elaboração das ideias), 1 de produção (filmagens) e 1 de
pós-produção (edição e finalização). Foi
todo o tempo que fiquei na faculdade. Juntava a grana do trampo que nem louco
pra comprar os equipamentos que queria pra esse vídeo. A trilha sonora do
video, que é original, também levou um tempo pra ser finalizada. Me dediquei ao
extremo. Demorou mas saiu.
P&P - Como
foi à escolha dos skatistas que iriam participar do documentário? Na lista
tinha mais convidados ou quem foi chamado para participar, topou logo de
primeira?
Queria uma galera que
tivesse tanto um rolê style, quanto um conteúdo informativo pras entrevistas. A
experiência de cada um dos entrevistados fez a diferença. No vídeo você nota os
diferentes níveis de skate e ideias. Eu queria isso, mostrar diversidade.
Mostrar como eles se expressam e como interagem com a cidade. No começo tinham uns
8, mas tive que cortar 3 por indisponibilidade de tempo deles. Mas, os que
chamei, acharam foda a ideia e aceitaram de primeira. Fiquei bastante
satisfeito com a escolha.
P&P - Pelo
o que foi visto no teaser, existiu um
cuidado na fotografia dos Picos (locais) onde foram feitas as filmagens. Você
escolheu ou deixava o skatista livre pra decidir o melhor lugar pra manobrar?
Foi uma parceria minha
com o skatista. Gosto de trabalhar assim. Eu olhava o pico, via que dava uma
imagem massa, o skatista analisava, concordando ou não. Dependia da sua
aprovação. O contrário também rolava. Acho que quando se trata de video de
skate, tem que sempre existir essa parceria entre o videomaker e o skatista. É
um jogo de decisões em equipe: a forma como vai filmar, a manobra, a linha, o
obstáculo...tudo isso é analisado por ambos, e acho que isso que faz a
diferença na qualidade do produto final, essa junção de ideias e experiências.
P&P - Sabemos
que não é fácil filmar em rua, alguns fatores como o clima/tempo, pedestres,
seguranças e ladrões interferem nas gravações.
Sabendo disso, rolou algum stress de não filmar em algum lugar? Teve alguma
baixa durante as filmagens, alguém se machucou o algum equipamento foi
danificado?
Quando eu falo que esse
foi o trabalho mais insano que já fiz, não é mentira. É difícil explicar o quão
difícil foi todo o processo de filmagem. Foi meu primeiro documentário e video
de skate. Só quem participou, sabe como foi. Olinda realmente é uma cidade “bem
lostzinha” (salve CJ Bode). Tem seus pontos positivos e negativos, como
qualquer outra cidade. Mas o fato ser uma cidade histórica, dificulta muito a
filmagem e execução das tricks. A estrutura não é boa, tem muitos buracos,
muita areia. Salvo alguns locais. O descaso e a precariedade da administração
da prefeitura também conta. A gente saía de ônibus pros picos
(manhã-tarde-noite), com equipamentos na bolsa, que não são baratos, correndo o
risco de ser assaltado a qualquer momento. Foi tenso pra caralho. Graças a
Deus/Jah/Buda/Jesus/Tupã/Forças espirituais, ou seja lá o que for, que não
aconteceu nada de grave comigo, com os equipamentos ou com os skatistas durante
as filmagens. No video dá pra notar a dificuldade durante as gravações, mas no
final, creio que consegui um bom resultado.
P&P –
Qual foi sensação de ver a repercussão positiva que o teaser do documentário teve, sendo elogiado e compartilhado por
centenas de skatistas pernambucanos e também de outros estados, inclusive, indo
parar na fanpage do site Black Media?
É tudo muito louco. Pra
mim é um começo, um primeiro passo mesmo. A gente sabe que existe uma carência
na produção audiovisual de skate, não só em Olinda, como em Pernambuco todo. É complicado
fazer um video aqui, pq a gente que vive a coisa sabe das dificuldades de se
produzir um material de boa qualidade. Eu investi pesado nesse video. Me
sacrifiquei o máximo, fui até o meu limite mesmo. Creio que todo meu esforço em aprender a filmar, editar, andar
de skate e conseguir os equipamentos, teve um reflexo positivo, ainda mais com
o lançamento desse teaser. Acho que o reconhecimento do seu trabalho vem
naturalmente, através de cada gota de suor derramada. O fato de o teaser ter
sido bastante elogiado e compartilhado, só traduz ainda mais esse reflexo do
esforço. Creio que quem me conhece, sabe que me dedico ao extremo num trabalho,
viso primeiramente o material pronto e não a grana. Isso é de mim mesmo. De que
adianta receber rios de grana, se você não ajuda a comunidade em que tá
inserido? Não se entrega totalmente pra um trabalho de corpo e alma, visando
desenvolver o cenário em que você tá situado? Eu queria ajudar de alguma forma
a minha comunidade, a tribo que tô inserido, a ter voz, a mostrar que realmente
existe uma cena na região. Foi o meu foco. E acho que consegui de alguma forma.
Só agradeço de coração a todos que compartilharam a ideia, pois de alguma
forma, essas pessoas estão contribuindo para o fortalecimento, não só do
esporte aqui na região, mas também de toda uma cultura.
P&P - O
que você espera do lançamento oficial e o que o doc vai deixar de positivo para
o skate olindense?
Eu espero que tenha um
feedback positivo, que não dê nenhuma merda na hora da exibição hahaha. Querendo
ou não, acho que esse evento do dia 23 também representa um começo. Dificilmente
a gente vê uma première de um video local e acho que com essa iniciativa, novas
portas vão se abrir. Espero que com o lançamento deste video, apareçam novos e
mais produtores audiovisuais de skate na região, assim como cresça e se
fortaleça ainda mais essa cena em Olinda. Seria muito louco mostrar esse
documentário pra skatistas de outras regiões do Brasil. Imagina se Olinda vira
um pico rotineiro pra skatistas de peso de todo o país, apesar de todas as suas
dificuldades? Nunca se sabe né? Quero que esse doc seja exibido em festivais e
canais de televisão antes de ir pra net, visando divulgar ainda mais o nosso
cenário.
P&P - Para
finalizar, Olinda Flipa?
Apesar de todas as suas
dificuldades, flipa até demais meu caro.
O olhar aguçado e
diferenciado do skatista para a cidade o leva a encontrar diversão onde outros
nem imaginariam. Pode ser uma praça abandonada, uma irregularidade na calçada,
uma lombada em alguma rua lisa, ou mesmo, tubos cilíndricos de metal no meio de
uma BR. No final do mês de Junho, o skatista Danillo Cesar foi curtir o São
João na cidade de Arco Verde, até aí tudo bem, se não fosse sua visão além do
alcance para enxergar no meio da BR-232 (Sentido Gravatá), um Full Pipe jogado
no Pátio de uma empresa, na entrada da Cidade de Pombos, interior de
Pernambuco. No primeiro momento a sessão não aconteceu, pois Danilo era o único
skatista dentro do carro, mas a volta àquele local era algo imprescindível.
O skatista Paulo Pio da
marca Flatground resolveu visitar o Full Pipe junto com Danilo, para isso,
convidou Henrique HC do blog Picos e Pistas para registrar a sessão naquele
tubo cilíndrico tão desejado. Chegando ao local, constatamos que não era apenas
um Full Pipe, mas vários, de diferentes dimensões. A sessão corria solta, com
algumas manobras e muitas vacas para pegar a base das rápidas transições, até
que chega o dono da empresa. Logo pensamos que o rolé chegaria ao fim, mas pelo
contrario, além de nos convidar para andar num Full Pipe maior (Seis metros de
cumprimento) na porta da empresa, ele revelou que andou de skate nos anos 70...
E a sessão continuou até as pernas não aguentarem mais.
O skate é assim, vez ou
outra, ele nos mostra o quanto inesperado pode ser uma simples sessão, seja numa
praça, rua ou no interior de um tubo no meio de uma BR.
No próximo domingo, 17
de julho, acontecerá mais uma Sessão Geriátrica de Skate no Parque Santana, a partir das 8h da manhã. Essa “bagunça orquestrada” consiste em aproximar
todos, indistintamente, para vivenciar e recordar esquetáveis momentos. Para ocasião
homenagearemos duas personas que deixaram suas digitais na formação do nosso
skate. Lobão representa desbravamento, estilo e agressividade, enquanto João
Neto vem pelo resumo da obra para juntos enobrecer a Sessão Geriátrica.
Venha celebrar e traga
seu riso, a SGS quer lhe abraçar.
No próximo domingo 10 de
julho vai rolar a 1ª Copa Skate do Ibura 2016. O evento começa às 14h na Quadra de Esportes
Escola Dom Sebastião Leme, localizada na UR 3 – Ibura. Categorias Open e Master
com inscrição à R$ 5 reais, premiação do 1º ao 5º colocado de cada categoria.
Além de skate, vai rolar shows de Karne de kavalo, Estação Coqueiral e Orla
Clãn.
Essa semana foi lançada
a edição #066 da Vista. A revista que sempre foi focada na mistura de skate e arte, traz no
editorial desta nova edição, uma surpresa para os skatistas pernambucanos, uma
foto massa do Skatista Marcelo Batista “Shrek” descendo um corrimão “virgem” localizado na
saída da passarela da Rocinha no Rio de Janeiro. A foto foi feita pelo
fotógrafo carioca Marco Myara, que fez questão de mandar um email para revista contanto
o passo a passo de como tudo aconteceu, o texto terminou sendo
publicado junto com a foto no editorial... Skate Pernambucano representando em
outros estados, parabéns Marcelo “Shrek” por desvirginar mais um pico de rua e
deixar a marca do skate cabra da peste do Nordeste.
No dia 13 de junho vai rolar
a exposição fotográfica do skatista e Fotógrafo paraibano Cesar Formiguinha. A festa intitulada La Família vai acontecer na
Galeria Lavadeira, Bloco B, CTTA da UFPB, a partir das 19h. Além da exposição,
que ficará na galeria pela temporada de 14 de julho à 01 de agosto, vai ter a
participação musical FZO, Camila Rocha, Dumatu, Jorge De La Grota, Atômico MC,
SH Torres, JR MC, Clan 83,
Afronordestinas, DJ Mauro, DJ Black e DJ Blunt.
Anota na agenda, no
domingo de 17 de junho, vai acontecer mais uma Sessão Geriátrica de Skate no
Parque Santana. Como sempre, irá rolar homenagem a dois skatistas que fazem
parte da história do skate Pernambucano... Em breve mais informações e cartaz
oficial da festa dos “velhinhos” do skate PE.
Nos dias 16 e 17 de
junho, vai rolar o 1º Gravatá Freeride Festival.
A APED (Associação
Pernambucana de Downhill) divulgou recentemente o vídeo oficial da 1ª Etapa do
Circuito Norte Nordeste de Downhill, que foi realizado nos dias 18 e 19 de
junho em Primavera/PE.
A Qix colocou no seu
canal no youtube, o vídeo da inauguração da nova pista de skate de João Pessoa
na Paraíba. As imagens feitas pelo fotógrafo e vídeomaker Júlio Detefon mostram
muito bem com foi a festa de inauguração do Skatepark localizado dentro do
Parque Radical da Nova Lagoa no Centro da Cidade. Além do Best Trick QIX
(Vencido por Ricardo Andrade “Tapioca” no Bowl e Pedro Victor no Street), rolou
também a demo do skatista Profissional Allan Mesquita.
A Pig's Head TV, divulgou recentemente
um novo quadro intitulado de CARTEL, onde convidam dois skatistas que
representam alguma Marca ou Loja para manobrar juntos em algum Pico ou Pista,
sem disputa de Game ou Best Trick’s, apenas pela real essência do skate, diversão
e união... Dessa vez os skatistas Diego Pereira (One Play) e Thiago “Ôreia”
(Good Vibe) deram um rolé na Skatepark Serralharia.
A marca de rodas
TRIANGULAR acabar de lançar o vídeo promo AO QUADRADO, com Felipe Oliveira,
Luis Moschioni, Pedro Lima e Rafael Ferreira, quatro faces equiláteras (iguais
por serem justamente diferentes) unidas pela multiplicação da energia do
skate... Não importa qual seja o produto colocado no mercado, a melhor maneira
de apresentar um marca de skate aos
skatistas continua sendo um bom vídeo.
Recentemente o canal NA
FOLGA lançou mais um vídeo do quadro “Conta tua História”, dessa vez o convidado
foi o skatista local do Pina, Inho Tenório. Com 6 anos de skate, o cara deu a
letra, se divertiu e marretou o skatepark do Rodão no vídeo.
Está no youtube o vídeo oficial da maior festa do skate pernambucano... Resumindo o domingo do Go Skate Day: Marco Zero, Best Trick, Game Of S.k.a.t.e., Skateata, Funk na Chuva, Fotos, Amigos, Roda Punk no meio da Ponte, Aurora, Bamburim Mortal, Skatepark, Trick From Hell, Cerveja, Rock Doido e Rap Lost de Olinda... Este é o nosso modo de comemorar o dia mundial do skate. Talvez o nosso Go Skate Day não seja o maior do mundo, mas garanto a você que é o mais louco do universo... Até 2017
Se liga aí que hoje tem campeonato Trash House Skate em João Pessoa na Paraíba, o camp começa logo logo, ao meio dia. A galera local fez uma ótima intervenção no pico abandonado da orla de Cabo Branco, o deixando ainda mais skatável. Para comemorar a reforma, a galera tá convidando os amigos para inaugurar o novo corrimão e borda que foi colocado na Trash House....Corre que dá tempo.