sexta-feira, 18 de março de 2016

DEU CERTO... Bob foi pra o Rio !!!

Pequenas atitudes fazem grande diferença no skateboard, algumas vezes dar de volta ao skate apenas um pouco do que ele lhe oferece, faz um bem danado a alma. Desde a doação de um shape usado a alguém que não tem, até a ajuda numa vaquinha para levar um brother a um campeonato em outro Estado. Mas o legal mesmo dessas as atitudes, é contribuir pelo simples desejo de contribuir, sem nada esperar em troca, é skate pelo skate.
Fiz essa introdução para agradecer, mesmo sem citar nomes, a todos que contribuíram na campanha BOBinRIO... Skatistas e amigos que ajudaram sem querer nada em troca, além de ver Victor Bob, um dos representantes do skate pernambucano, fazer bonito no campeonato Brasileiro de Street Skate Amador em Madureira no Rio de Janeiro.
Então muito obrigado a todos, e vamos torcer para Bob fazer o que ele sabe de melhor, andar de skate e se divertir... Como dizem: DEU CERTO (Muito certo).



quarta-feira, 16 de março de 2016

Campeonato Brasileiro de Street Skate Amador

No próximo sábado 19 de Março, o Tatu Skate Park localizado dentro do Parque Madureira, situado na Rua Soares Caldeira, 115, Madureira, Rio de Janeiro (RJ), ao lado do Madureira Shopping e próximo à Estação de Trem de Madureira Janeiro (RJ) sediará mais uma vez o  que é realizado pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk) junto com a Prefeitura do Rio de Janeiro através da Administração do Parque Madureira. 
As competições começam a partir das 10 horas, reunindo os melhores classificados em todos os circuitos ou seletivas oficializadas pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk) em 2015. 
Uma das grandes novidades será o oferecimento pela primeira vez no Brasil da nova categoria Paraskatista voltada para skatistas paraplégicos, amputados, deficientes visual ou mental, sendo aberta para quaisquer interessados e não necessitando ter sido selecionado por algum campeonato. 

LISTA DOS SKATISTAS PARTICIPANTES 
(TODAS CATEGORIAS)

PARASKATISTAS
 Matheus Moreira de Brasília (DF)
 Ruan Felipe de Ribeirão Preeto (SP) 
 Vini Sardi de São Paulo (SP)
João Henrique de S. Bernardo do Campo (SP) 
Felipe Nunes de Curitiba (PR)
 Davizinho do Rio de Janeiro (RJ) 
 Shierre Ilário de Poços de Caldas (MG) 
 Toninho de São Vicente (SP)

 AMADOR 1 
Humberto Pistola (RJ) 
Wallace Miúdo (RJ) Vitor Sodré (RJ)
 Marcos Vinicius Vasconcelos (DF) 
Carlos Abrante (DF)
 Ângelo Joaquim (DF)
 Pedro Xexa (RN) 
Anderson Resende (CE) 
Victor Bob (PE) 
Lucas Seleguine (RN) 
Yuri Deyvison (PB) 
Rosilino Cruz (PB)
 David Santos (ES)
 Jordan Otisuka (/MA)
 Ary Franklin de Norons (MA)
 Jadson Vasconcelos (PA) 
Wanlenyo Gluco (PI) 
Emanuel Messias (PI) 
Wesley Moska (PR)
 João Lucas Xuxu (RS) 
Lucas Alves Bueno (PR) 
Luiz Neto (SC) 
Douglas Cidral (SC) 
Denis Pigliane (SC) 
Matheus Souza (SP) 
Matheus Assis (SP) 
David Severo (SP)
 Alexandre Silva (RS) 
Nilson de Jesus (RS) 
Marcos Vargas (RS) 
Nicholas Dias (MG) 
João Vitor Galvão (MG) 
Guilherme Parada (SP) 

AMADOR 2 
Tony Jorge (RJ)
 Yago Pivete (RJ) 
Samuel Ferreira de Morais (RJ) 
Victor Souza Nobrega (DF) 
Marcos Vinicius Mendes dos Santos (DF) 
André Luiz Souza Araujo Júnior (DF)
 Marcelo Batista (PE)
 Yago Juan (CE)
 João Luca (CE)
 Morony Araujo (PB) 
Renato Rodrigues (RN) 
Marcelo Damásio (ES) 
Felipe Matos (ES)
 Giovanni Lyra Teles (ES)
 Ítalo Billy (MA)
 Ives Thiago Soares (MA) 
Júnior Costa (PA) 
Alex Rodrigues (PA) 
Lucas Costa (PI) 
Josnei Nascimento (PR) 
Carlos Eduardo (PR) 
Vinicius Costa (PR) 
Ruderson Gonçalves (SC) 
Gabriel Caldana (SC) 
Matheus Kuki (SC)
 Diego Maradona (RS)
 Lucas Pires (RS)
 Natanael Silva Ribeiro (RS) 
Breno de Souza (RJ) 
Paulo Giovani (MG) 
Matheus de Oliveira (MG)

 INICIANTE 
Jonathan Oliveira Rosa (DF) 
Tauan Rios Torres (DF) 
Aed Pedro Borges Hilário Ribeiro (DF)
 Paulo Vitor Rodrigues Domiciano Dias (GO)
 Guilherme Nunes Crisostomo (GO) 
Joab Ferreira (CE)
 Pedro Mendes (CE) 
João Paulo (CE) 
Luis Marcelo (RN) 
George Lucas (PB) 
Pedro Henrique (PB)
 Tharick Souza (ES) 
Narciso (/MA)
 Lucas Rafael (MA) 
Rafael Comessanha (PA)
 Paulo Henrique (PA) 
Mozart Martins (PR) 
Gabriel de Matos (SP) 
João Vitor (PR) 
Júnior Porfírio (SC)
 Carlos Daniel Narcizo (SC)
 Santhiago Cezar (SC) 
Guilherme Santiago (SP) 
Rhuan Tavares (SP) 
Gabriel Aguilar (SP) 
Igor Galvão (RS) 
Martyns Foris (RS) 
João Marco Trindade (RS) 
Pablo Florêncio (RJ) 
Gabriel Araujo (RJ) 
Vitor André Rodrigues Oliveira (RJ) 
João Lucas (DF) 

CAMPEONATO BRASILEIRO DE STREET SKATE AMADOR Realização: Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e Federação de Skateboard do Estado do Rio de Janeiro (FASERJ) Apresentação: Prefeitura do Rio de Janeiro através do Parque de Madureira. Parceria: Associação Capixaba de Skate (ACSK), Associação de Skate da Paraíba (ASKTPB), Associação Teresinense de Skate (ATS), Dahora Underground, Federação Amazonense de Skate e Vertical (FASV), Federação Catarinense de Skate (FCSKT), Federação de Skate do Distrito Federal e Entornos (FSKTDF), Federação de Skate do Paraná (FSP), Federação Gaúcha de Skate (FGSKT), Federação Mineira de Esportes Radicais (FMER), Federação Paulista de Skate (FPS) e Irra Esportes Radicais. Apoio: GoPro, Qix e Vanzer Cobertura: Campeonatos de Skate, CemporcentoSkate, Skate na Web e Tribo Skate Design: Pigatto Design Colaboração: Amount, Curso de Skate, Freedom Fog, Make, Metallum, Moska, New Skate, Sinah, Street Line, Urgh e Vertical Mais informações pelo celular/Whatsapp (11) 98128-3278 de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas.

segunda-feira, 14 de março de 2016

CAMPEONATO DE LINHA... Comemorando 1 ano de Jazz Skateshop.

No próximo domingo, vinte de março, a JAZZ SKATESHOP vai comemorar um ano de loja, e não existe nada melhor pra uma festa de aniversário do que a presença dos amigos. O Campeonato de Linha vai acontecer na famosa Praça Nova Euterpe em Caruaru a partir das 13h. As inscrições serão gratuitas, premiando os três primeiros colocados de cada categoria, Iniciante, Amador e Feminino. Além do campeonato, também vai rolar shows com Esgrima, Astúcia SB, Paulo PRK e DJ Suka. Este aniversário da Jazz Skateshop promete agitar a cidade de Caruaru,  levando vários skatistas e amigos a Praça que já foi palco de memoráveis eventos e sessões desde os anos 90, passando pelos anos 2000 e chegando em 2016 como um pico referencia do street skate da cidade.
O Picos e Pistas vai está lá registrando tudo e quer aproveitar para convida todos a participar dessa grande festa.




quinta-feira, 10 de março de 2016

ROLÉ DE NOTICIAS #25... Campeonatos, Circuitos e viagens !!!


No próximo domingo vai rolar mais uma Sessão Geriátrica de Skate, dessa vez os velhinhos abraçaram a causa #BobinRio,  que está arrecadando grana pra levar esse representante do skate pernambucano para correr o Campeonato Brasileiro Street Skate Amador em Madureira/RJ... Todos convidados a colar a partir das sete da manhã, para contribuir e ainda se divertir no Skatepark do Rodão (Ou Marcelo Lyra, pra quem achar melhor).


Falando na campanha #BobinRio, a galera da CODEÍNA resolveram abraçar a causa, os caras realizam hoje (Quinta-feira 10 de março) um evento de Rap no Centro Cultural Arvoredo em Olinda, com bilheteria revertida para ajudar nas passagens de Victor Bob para o Rio de Janeiro.


A CBSK (Confederação Brasileira de Skate) divulgou o cartaz oficial do Campeonato Brasileiro Street Skate Amador que vai rolar no Tatu Skate Park, localizado no Parque Madureira/RJ... (Matéria completa em breve aqui no blog)


No próximo sábado acontece a partir das 13h na Loja Rad&ação Sul, um Campeonato de Fingerboard... A loja Rad&ação fica na Av. Josefa Traveira, 1786, Sala 104, em cima da conveniência do Posto BSB, João Pessoa/PB.     


Continuando as informações sobre o skate paraibano, foi anunciada a data da primeira etapa do Circuito Paraibano de skate 2016. A Primeira Etapa Kefren, vai acontecer no dia 16 de abril no Skatepark do Amigão, localizado na Cidade de Campina Grande.

No dia 20 de março, vai acontecer o campeonato em comemoração ao aniversário de um ano da Jazz Skateshop. O Campeonato de Linha irá acontecer na Praça Euterpe, que fica localizada no centro da cidade de Caruaru... (Matéria completa em breve aqui no blog).



Anota na agenda, dia três de abril acontece no Skatepark da Av. Caxangá, a Primeira Etapa do Circuito Street Skate 2016.  O campeonato começa às 9h da manhã e terá vagas limitadas para as categorias Mirim, Iniciante, Feminino e Amador.


Está semana também foram anunciadas as datas e locais do SKATE PONTE... O evento vai acontecer no mês de maio e será realizado em formato de Circuito (Três domingos consecutivos). Dia 15 em Pontezinha, 22 no CAIC do Centro do Cabo de Santo Agostinho e 29 em Ponte dos Carvalhos. (Em breve mais informações aqui no blog) 


Há 15 dias aconteceu a inauguração do Skatepark do Rodão, e os skatistas potiguares da LEE BOARDS, Henrique Harrop, Ricardo, Tiago Brasil, Paulo Henrique e Milla Serejo aproveitaram a visita ao Recife para conferir a nova pista e ainda dar um rolé no Marco Zero, pico clássico do skate pernambucano... Dá uma conferida no vídeo que a Lee Boards fez da visitinha. 
Recife trip from Lee boards on Vimeo.

Continuando com o tema visitas, o skatista paraibano Emanuel “Bolinha” foi visitar a capital brasileira do skate. Chegando a São Paulo o moleque prodígio da cidade de João Pessoa tratou logo de colar nos picos de rua e aproveitar o máximo os 20 dias que passou na terra da garoa e do skate... A viagem rendeu um ótimo de vídeo “Wellcome To The Time” de Boas vindas de Bolinha a marca PLATINUM GOLDS. Dá uma conferida no vídeo e guarda esse nome na memória, pois você ainda vai ouvi-lo muito no meio skate. 

terça-feira, 8 de março de 2016

PE na Lixa Skate Feminino - 8 Divas do Skate Pernambucano.




Beatriz Veloso – 17 anos e 2 de skate
Cidade - Caruaru

Como foi a reação dos seus pais quando lhe viram saindo de casa com o skate?
A minha mãe foi tranquila, já que foi ela quem me presenteou com o carrinho, total apoio! Já a reação do meu pai foi me aconselhar em relação a várias coisas.
(Flipando ao por do sol)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
O que falta é a separação por categoria nos campeonatos, ao menos os de grande porte, onde aparecem muitas meninas. Já participei de uns, no qual eu não tinha nem dois anos de skate, correndo junto a meninas com três anos ou mais. Uma sugestão é que fosse dividido, tipo feminino 1 e 2... O que sobra é união, me lembro de quando não tinha grana pra chegar em Recife pra o campeonato do Ibura Power Girls, e as meninas chegaram a me oferecer a grana da passagem. O que sobra também é as diversas páginas direcionadas ao Skt feminino, para o incentivo da evolução e de novas Sktgirls na família. 
(Drop cabreiro na BR 104)

P&P - O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Não digo que seja preconceito ou falta de competidoras, mas falta de consideração, deve-se arriscar sim para colocar essa categoria, pois mesmo que não haja um numero considerável de meninas no campet, pelo menos não vai prejudicar a evolução das que comparecem. E não será perda de tempo, porque da mesma maneira que queremos ver meninos evoluindo e levando o nome do skate pernambucano, Brasil a fora, também é válido para as meninas... E campeonatos contribuem bastante nesse quesito. Além disso é importante que haja uma mobilização entre as garotas, para que incentivem umas as outras a participarem dos campeonatos, com intenção de ao menos se divertirem, acima de tudo, skate é isso, DIVERSÃO!
(Frontside Rockslide no Skatepark de Caruaru)


Evy Melo – 14 anos e 1 de skate
Cidade - Recife

Quais são suas maiores influências no skate?
Eu tenho várias influências no skate, a galera que começou a andar comigo, que me ajudaram a aprender as manobras, as pessoas novas que eu fui conhecendo, tudo isso foi influência pra mim... Vejo alguns vídeos de skatistas profissionais e fico naquela instiga pra andar, mas minha maior influência é Leticia Bufoni, desde quando vi o rolé dela, os vídeos e o estilo dela, foi uma inspiração pra mim... E é até agora. 
(Ollie na orla da Boa Viagem)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Falta o pessoal valorizar mais o skate feminino. Sempre que veem uma menina, na maioria das vezes fala, sapatão, quem fica no meio de meninos é lésbica (ou pega todos). RESPEITO, isso que falta (e muito), tanto com as meninas, quanto com os meninos, claro! Eu também acho que falta às meninas se dedicarem mais... As que realmente gostam, pra poder mudar a cara do skate feminino no nosso Estado, por isso tão poucas meninas... O que sobra é amizade. O bom disso tudo é que em todo canto que você vai, consegue socializar muito rápido com alguma galera de um skatepark, isso é sempre bom.
(Backside Noseslide no Skatepark do Rodão)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Eu acho que na maioria das vezes é falta de competidoras. As vezes tem menina que não sabe que vai rolar campeonato, ou algumas que não vão de vontade própria... Acho que por isso faltam muitas competidoras. Preconceito, acho muito difícil, porque se é um campeonato de skate, não tem porque de não quererem meninas competindo.
(Rock'n'Roll to Fakie)

Yasmin Andréa – 23 anos e 7 de skate 
Cidade - Cabo de Santo Agostinho

O que mudou no skate feminino de Pernambuco, de quando você começou a andar, para agora?
Acho que o que mudou foi à quantidade de meninas andando de skate, cada vez mais aumenta, e o perfil dessas novas skatistas também, hoje tem mais competitividade.
(Ollie na escadaria do skatepark da Macaxeira)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Acho que o que falta no skate feminino são ações que incentivem as meninas, que dê um gás pra elas, com eventos só para meninas, como o que rolou no Ibura Power... Matérias como essa também incentivam, assim como mais ações que mostre que o skate feminino tá aumentando... O que sobra é críticas, sempre tem gente querendo falar mal do rolé das minas, ao invés de apoiar e incentivar. 
(Flip to Fakie)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Acho que os campeonatos não colocam muito a categoria feminino por falta de competidoras, apesar do número de meninas andando estar aumentando, muitas não gostam ou não querem participar dos eventos. 
(Backside Rockslide no canhão da Funbox)

Tharcy Silva – 18 anos e 7 meses de skate
Cidade - Recife

P&P - Quando, onde e como foi seu primeiro contato com skate?
Em setembro de 2015, eu estava na pista lá perto de casa, onde tinha uma galera que ficava andando de skate, naquele momento eu só observava e ficava achando incrível todas aquelas manobras feitas tanto por meninos, como pelas meninas. Certo dia, dois amigos meus foram pra essa pista andar e me chamaram, então fui, depois de um tempo, pedi para meu amigo me emprestar o skate dele pra ver se eu conseguiria andar... Foi a partir daquele meu primeiro contato com skate, que eu me senti livre, me senti feliz, a cada manobra que eu tentava aprender, meu amor pelo skate e minha persistência só aumentava a cada dia. Era uma sensação única, onde só eu podia sentir naquele momento.
(Flip do Fakie no skatepark do Rodão)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
O que falta são apoios para as meninas, muitas meninas hoje em dia andam por andar, porque elas veem que as meninas que andam bem, não são patrocinadas ou até mesmo, não possui apoio de nenhuma marca para incentiva-las a evoluírem cada vez mais.
(Switch Rock'n'Roll)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Acho interessante haver nos campeonatos, a categoria feminino, porque assim as meninas se sentem motivadas a competir e também podemos mostrar a todos que o skateboard feminino está aí crescendo cada dia mais... Para aqueles campeonatos que não incluem a nossa categoria, muitas vezes é por preconceito, porque acham que as meninas não tem capacidade para competir ainda.
(Switchstance Ollie no Parque Dona Lindu)

Júlia Elizabeth – 18 anos e 2 de skate
Cidade - Recife 

Como foi a reação dos seus pais quando lhe viram saindo de casa com o skate?
Minha mãe ficou me questionando e dizendo que não era prática para meninas, que era coisa pra desocupado e etc.
(Switchstance Flip) 

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Falta disposição das meninas e sobra críticas .
(Frontside Rockslide no skatepark do Rodão)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
O preconceito infelizmente existe, mas também falta atitude das meninas de fortalecer a categoria. 
(Frontside 50-50 )

Sabrina Ferraz - 21 anos e 5 de skate
Cidade - Cabo de Santo Agostinho

Como foi a reação dos seus pais quando lhe viram saindo de casa com o skate?
Logo no inicio, meu Pai não sabia, mas Mainha pensava que era coisa de adocescente, que fosse só mais uma fase... Mas aí ela viu que estava levando a sério, aí ela sempre falava e ameaçava quebrar meu skate em quatro pedaços, por conta dos machucados... Eu passava a maioria do tempo de calça pra ela não ver. Mas depois ela teve que se acostumar com a ideia e hoje em dia fala, reclama, me manda procurar o que fazer, que isso não dar futuro, mas sempre compra minhas peças quando falta.  Já meu pai não é mais vivo, mas quando ele soube, disse: Quero filha minha com isso não, jogue essa merda de patins fora, você não é maloqueira pra tá com essa porcaria pra cima e pra baixo... Acho que essa foi a primeira vez que contrariei meu pai, eu disse que não deixaria de andar e que era skate, não patins... Disse a ele, SOU SKATISTA AGORA.
(Flip na funbox do Skatepark do Cabo de Santo Agostinho)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Falta mais atitude da meninas, tem muitas que não se mostram, não andam por medo ou vergonha... Tem muita menina que ainda pensa muito no que as pessoas vão falar; no que acham e deixam de achar. Sou envergonhada também, tenho medo, mas o medo foi feito pra ser encarado e superado, vergonha passa e nervosismo todo mundo tem e sente... Temos que ter atitude e mostrar quem somos, não se esconder. Costumo dizer pra mim mesmo, “eu quero, eu posso, eu consigo”, porque você é o que quer ser, você é, você faz, tem muita guria que tem potencial e vai longe, basta querer.  Falta também mais apoio ao skate feminino, mas RESPEITO e incentivo...  O que sobra no skate feminino pernambucano é apenas preconceito por sermos meninas, muitos pensam que um menina não pode andar de skate, não são todos que pensam assim, mas é maioria.
(Flip to Fakie no skatepark de Porto de Galinhas)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Na minha opinião, os dois... Muitos campeonatos deixam de incluir a categoria feminino, tanto por falta de competidores, como também, muitas meninas não correm.  Mas hoje em dia tem bem mais meninas andando, estão perdendo o medo de correr campeonatos... Os campeonatos hoje estão bem melhores que antes. Então assim, se não colocarem categoria feminino hoje em dia, pra mim é preconceito.
(Tatuagem em homenagem as divas do skate)


Josyane Scarlet – 18 anos e 3 de skate
Cidade - Recife

Como foi a reação dos seus pais quando lhe viram saindo de casa com o skate?
Bom, moro apenas com minha mãe e a reação dela não foi muito boa. Embora ela quisesse que eu me divertisse, porém, não de maneira que me machucasse... Hoje em dia ela está mais acostumada já.
(Aproveitando as transições... Rock'n'Roll to Fakie)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Na minha opinião, falta mais oportunidades e mais valorização dos próprios skatistas... Eu não acho que sobra, eu acho que falta mais meninas nos picos. 
(Flipando e fritando no skatepark do Rodão) 

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Acho justo todos os campeonatos de skate ter categoria feminina sim, embora não tenha tantas competidoras pra correr, o que vale é a iniciativa dos próprios organizadores, demonstrarem que querem  que o skate feminino evolua de certa forma, que atrairá mais meninas para o esporte, que será mais valorizado. O importante não é a quantidade, o importante é a capacidade que nós mulheres (Mesmo em menor número) temos de conseguir nosso espaço nesse esporte (SKATE)
(Backside Rockslide no estilo metaleira) 

Samara Larbac – 15 anos e 2 de skate
Cidade - Recife 

Como foi a reação dos seus pais quando lhe viram saindo de casa com o skate?
Foi a melhor... Ela me apoiou, comprou peças de skate e até pergunta se aprendi alguma manobra nova Kkkk
(Backside Rockslide no Skatepark de Caruaru)

P&P - O que falta e o que sobra no skate feminino pernambucano?
Pra falar a verdade, o que falta é força de vontade das meninas, falta disposição e 1% de coragem kkkkk... Acho que também falta um pouco de incentivo da galera e das marcas... Felizmente o que sobra é muita risada nos rolés com elas.
(Heel Flip na Praça Euterpe)

O que você acha dos campeonatos de skate que não incluem a categoria feminino... Preconceito ou falta de competidoras?
Um pouco dos dois.
(Frontside Rockslide durante o campeonato Ibura Power Girl)


sexta-feira, 4 de março de 2016

MORCEGÃO, O SÍNDICO DOS “CORREIOS”


1 – Com estilo leve e ágil de manobras vanguardistas, Morcegão fazia muitos sentarem para apreciar o seu skate. Você tinha ciência que estava a influenciar?
De forma alguma! Eu ali no skate, minha maior alegria, era fazer aquilo que mais gostava, sem o impedimento de ninguém. Aquilo (“Correios”) era o meu ponto de lazer. Eu saía de minha casa,  vivia fechado dentro de um apartamento, e ia pra o meu parquinho encontrar meus amigos, esperava dá meio dia para ver todo mundo. Eu acho que, se diziam que naquela época eu andava bem, andava bem porque gostava de andar. Não me sentia obrigado a andar pra ninguém, ali eu encontrei amigos, aprendi o que era rua, fui educado em monte de coisas ali na rua.

2 – Os “Correios” era uma extensão de seu apartamento? (Morcegão morava no edf. Duarte Coelho – onde fica o cinema São Luiz)
Porra, sem dúvida nenhuma! Os “Correios”, as pontes, estação de ferro (leia-se metrô) lá do Recife quando começou, o IEP, wallride da CTU, Receita Federal. O centro era o meu parquinho.

3 – Quando e como o “Carrinho” chegou até você?
Por um binóculo (risos). A princípio foi assim, tinha um amigo meu que possuía um Nakano Bandeirante e que tinha um suporte de patinete. Eu comprei dele que não sabia andar. Comprei uma lixa de ferro 80, colei no bicho e comecei a andar. Plantava bananeira, fazia umas coisas, tudo na calçada da Rua da Aurora, no prédio onde eu morava (edf. Duarte Coelho – Cinema São Luiz). Em um determinado dia, lá de cima do apartamento, eu comecei a vê umas pessoas se movimentando rapidinho assim. Peguei um binóculo, olhei pro lado dos “Correios” pra ver o que era aquilo, isso eu com meus 14 a 16 anos. Skate era uma coisa fininha. As pessoas que encontrei, já manjando lá, assim, tinha uma noção bacana de andar de skate, pra mim era o dez né. Foi Júlio Marques, Marcelo eu conheci depois, Wilson… Catombo. Fui lá vê qual era, curioso, conversar com a turma. Falaram que o skate não era mais aquilo que eu usava; fui providenciar compra um skate, melhorzinho. Não tinha onde comprar de jeito nenhum. Pra se ter uma ideia, uns três a quatro anos depois, eu conversando com Ed Mota, Sidney, ele falou pra mim “bicho, tem um skate assim…”então eu convenci a minha tia a comprar um skate, no Bompreço da Caxangá, era um ProLife, todo papagaiado. Comecei a anda com aquilo. Ed Mota chegou assim e me fez uma pergunta clássica: “meu irmão, tu é prego é?” (risos)E eu sabia que porra era prego (risos)… devo ser (risos). Ai a galera começou a me ensinar as coisas. Aos poucos fui conhecendo Catombo, Abimael, Bruno, essa turma todinha, tinha muita gente.

4 – Qual foi o skatista que você observou andando e disse “quero andar assim”?
Aqui ou fora? Rodney Mullen. O cara é o “bilola jones”, o cara é demais. Quando eu vi ele andar, o jeito dele andar, a sequência de manobras, entendeu, e não fazer uma manobra e parar. Por isso quando encontro com Maury, fico feliz da vida, como eu ficava feliz quando via Falcon em João Pessoa.

5 – Quem eram as suas companhias nas sessions?Nos “Correios” meus primeiros parceirinhos, assim, foram esses que citei né. Depois de um tempo de andar, foram várias fases, cada fase houve uma turma que colou mais em mim. Pra viajar era Og de Souza, vivia comigo, íamos pra tudo que era estado. Com Patrício eu andava nos “Correios” depois fui bater no IPSEP. Andei muito com Sidnei (Ed Mota) e Og. Antes eu andava com Marcelo Agra, Duda (Eduardo Trindade) e Catombo, Abi, Gabiru, Luis Tattoo... Tinha muita gente, velho. Era essa galera que começou a andar junta. Depois eu comecei a andar com Jadson (Skate Or Die), Ricardo Aladim, Veronildo (Guerreiro) e seu boneless – achava o máximo. Tinha os bairros que a gente começou a descobri. Casa Amarela era Yuji, Masao, Cokeia, Andrey, Macaquinho, João Caveira com quem a gente foi pra UR-7 Várzea (Ladeira da Morte). 

6 – Morcegão viajava para andar em alhures?
Viajei muito. Já fui pra Bahia, Aracaju pra competir. Nunca fui pra passear... descobrir quem anda de skate, assim. Eu já sabia pra onde iria, entende, não ficava procurando pico; nunca fui com esse intuito, nunca tive essa sorte. Todas as minhas idas eram porque tinha o conhecimento antes da existência do campeonato seja por telefone, seja por fanzines que tinha naquela época. Já competir aqui no NE em Aracaju, Bahia, Natal, em João Pessoa, em Alagoas, só, que eu me lembre.

7 – Você lembra de ter montado um skate e pensou “esse tá muito massa”. Quais foram as marcas das peças, lembra?
Lembro, lembro. Teve muitos. Tinha material nacional que a gente cobiçava e tinha material gringo que a gente cobiçava também. Os gringos eu só consegui através de Flávio Manequim, pedia e ele trazia. Nacional tinha shape que não era legal, o model não era legal de andar. Mas tinha porque a gente queria ter o model daquele atleta de tal lugar, tipo Thronn, tipo Fernandinho Batman, as estampas (tinha os dragões, as mãos cruzadas de Thoronn). Agora as peças que eu tive sempre, na minha cabeça, assim, NT Bones rodas, os trucks Indys sempre, até eu descobri o Gullwing Street Shedow, Super Pro 2, Super Pro 3, até hoje eu tenho um Gullwing.  Shapes os nacionais esses que falei e um gringo Caballero, shapes Sims que a gente queria, Santa Cruz da mãozinha. Mas a gente não queria o shape por que ele tinha o ... praticamente todos eles tinham as mesmas coisas. Os primeiros que cheguei a vê de nose, com o concave mais... foram os nacionais. Eu não cheguei a vê os gringos assim.

8 – Você por morar no centro do Recife foi um dos pioneiros a andar de skate na madrugada. Como eram essas noitadas de skate?
Sempre! Bom demais. Não tinha sol né. A gente virava à noite aqui. Dessa galera tinha muita gente. Esse menino (Patrício) vinha, Jadson, Ricardo (Ricardo até hoje... eu me lembro de detalhes de cada um, ele tinha uns slides, vinha de longe rasgando assim... não tinha igual pra mim). Andar com a galera e terminar com uma sessão de slide. Veronildo, Ed Mota de vez em quando vinham. Marcelo com a Agrale, Patrício com o 147, Duda com a Brasília  e eu com fusca, era tudo assim.

9 – Morcegão era uma das referências de qualidade dos “Correios” e meio que de repente, sumiu do cenário. O que lhe fez para de andar de skate?
Vamos tocar no momento delicado. Enquanto eu tava andando por prazer, enquanto eu andava pra me diverti, enquanto aquilo era interessante pra mim, sempre foi gratificante, era como se eu tivesse uma segunda alma, andar de skate. Era muito difícil consegui material de skate. Ninguém falava em patrocínio... Marcelo teve umas matérias na Revista Overal, aí ele já tinha patrocínio, recebia essas coisas. Aqui ninguém tinha patrocínio. Aos poucos Marcelo foi me apresentando a algumas pessoas e em minhas viagens fui conhecendo outras. Em cada canto o pessoal me apresentava as pessoas da Opeque, da Momento Angular, a não sei quem da Fruto Verde. Essas pessoas não davam patrocínio pra gente, mas eles ajudavam. Quando eu ligava e dizia assim “ô estou precisando disso, disso e disso”, na expectativa de pode ser que eu ganhe. Então às vezes eu ganhava. Quando eu ganhava, aquilo era muito gratificante, não era por questão de dinheiro, sabe, uma coisa legal. Aí você começa a viajar. O pessoal diz a você “eu preciso que você vá para tal canto”, aí você vai,  ta num lugar e quer voltar pra casa e não pode. Você estuda, eu tinha as minhas coisas, eu já trabalhava também. Acabou ficando uma coisa sem graça, entendeu. Aquilo pra mim era legal, ficou meio que uma obrigação. Eu não queria mais isso. Então comecei a me afastar desse negócio e andava como me dava na telha, pra ninguém ficar me cobrando nada. Deixei pra lá. Pra mim era bom receber as coisas. Pedia um sapato, mandavam um saco de sapatos. Você num ficava feliz? Claro que sim. Lembra da Overdose? Comecei a vender uns materiais de skate assim... tinha muita coisa que a gente dava também. Os “Correios” já não era como antes. As pessoas já não mais andavam como antes. Só tinha pra mim a mini ramp de BV. Tem muita gente que anda aqui e não tem dinheiro pra comprar um shape. Tem Tizil , por exemplo, que mora qui né (Pista da Aurora). A galera não tem grana e o “Bicho” anda e deve ser incentivado.

10 – Eu (Patrício) comparecia, no final dos oitenta,  em seu apartamento e presencie você junto com Veronildo (Guerreiro) gravando uma fita cassete como se DJ fosse. Dentre as músicas estava Thayde e DJ Hun. Quais foram as outras e o que Morcegão escuta hoje?
Pra andar de skate mesmo, principalmente em pista, sempre foi Thaíde, a batida de Thaíde. Mas de vez em quando pro showzinho. Era o que rolava, Cambio Negro, Vulcana, mais banda punk mesmo. Ia pra Rio Doce também pra vê bandas de rock da galera daqui, local. Ratos, essas coisas que a gente escutava. Ah! Suicidal Tendencies e Garotos Podres, bandas punks de skate né. Escuto muita música pesada. Mas a gente vai ficando velho, descobre as mulheres, vai descobrindo umas músicas que não tem nada haver, vai escutando MPB... hoje escuto tudo.

11 – Quando nos “Correios” você mostrava personalidade e opinião fortes. Hoje Gáudio continua contestador ou se apresenta mais moderado?
Eu não gosto de injustiça, de jeito nenhum. Se eu ver uma injustiça perto de mim, se eu ver alguém tratando mal outro alguém... acho todo mundo igual, do mais simples ao mais abonado, de mais sorte ou de menos sorte. Todo mundo é igual. Não é por que você tem dinheiro e não sabe andar de skate é melhor do que o cara que não tem dinheiro e também não sabe andar. E teve uma época aqui que realmente teve umas coisas esquisitinhas e eu fiquei meio chateado né. Mas aí a galera... meu encontro com a galera fez superar, minha educação maior de rua  foi com essa galera. Era gente de todo bairro e cultura diferente. Tinha uns caras que vinham com uns skates gringos e não andavam porra nenhuma, ficavam só de treta e tal. Eu sempre criei briga com todo mundo, né, arengueiro, chato. Mas quando você faz amizade, velho, fudeu, você vai levar pra sempre. A maior felicidade desse encontro (Sessão Geriátrica de skate) foi encontrar todo mundo.

12–Gáudio Jorge Costa anda em sintonia com a natureza e o atual cenário político do Brasil, são suas causas atuais?
Não! Minhas causas são outras. Tudo bem eu gosto de natureza. Gosto muito de mergulhar, caçar, tenho licença para isso e tudo. Quando você vai ficando velho  aprende a perceber que coisas que lhe cercam e que você não dá valor. Desde das pessoas, lugares, ambientes diferentes. De repente você acha que aquele lugar nunca vai freqüentar, mesmo assim vai e dá certo pra você, então se apaixona... acontece uma coisa nova. Quanto essa questão de política, não tem nem o que discuti... essa seboseira que tá aí não dá. E eu sou muito radical contra isso, não vou falar sobre isso. O pessoal passando fome no interior e os outros tomando proveito dessas coisas, não gosto de injustiça. Minha causa é respeitar todo mundo, fazer amizade, não discutir, não gosto de confusão. Gosto de ser amigo de todo mundo e ser simpático com todo mundo.

13 – Recetemente você foi homenagiado na Sessão Geriátrica de Skate. O que você acha desse evento onde os mais experientes são contemplados?
Assim, não falo da homenagem, falo do encontro Geriátrico; homenagem, eu sim... não me acho porra nenhuma. O maior presente é o encontro com a galera. Só em saber que estou aqui em frente de Patrício, onde eu iria ta em frente a Patrício?  Onde eu iria encontrar todo mundo? Lobão, Abi, Josa, Masao que foi pro Japão, Jadson, Veronildo, Og e um monte de outras pessoas. Só de reencontrar essa galera, véio, pra mim foi muito bacana. E ainda to meio exigente, tá gostoso, tá bom, mas eu quero que venha mais gente. Franja cadê que não vejo. Tem muita gente que quero ver, Casquilho, Ed Mota... queria conversar, fofocar, lembranças das merdas que a gente aprontava. Sou grato pra caralho. Isso tudo surgiu no posto (gasolina) de perto de minha casa. Estava lá e apareceu Henrique e Ricardo (Ricardinho) com a camisa Picos e Pistas com uns negócios de skate. Olhei  de longe assim... aí eu  falei algumas coisas com eles. “Porra, vocês andam de skate? tal num sei o quê”. Eles falaram que andavam. Falei valeu também andei de skate  muito tempo e tal. Na hora que a gente tava se cumprimentando pra ir embora, eu falei “prazer o meu nome é Gáudio, mas a galera me conhecia por “MORCEGÃO””. Aí fudeu (risos e risos), Henrique não me soltou: “mas, mas perai... tu é Morcegão que andava assim, assim...” –sou , sou. Ai começou a contar a  história. Imagina eu  voltar a andar, a gente encontrar os amigos de escola é uma felicidade da porra toda, imagina seus “Brou” do skate! E tá todo mundo junto andando de novo.

14 – Para findar essa nossa conversa, Morcegão, deixa um aviso para os leitores do P&P e desde já lhe convido para chegar lá em Caruaru. Obrigado pela atenção e consideração dispensadas.
É assim, quanto a galera do P&P eles merecem um respeito maior do que eles dão pra gente. Pelo fato do que eles fizeram, os meninos, que do nada, resolveram juntar todo mundo né; pra mim é bom demais. Outra coisa é quanto a respeito dessa história de skate... o pessoal tira essa ilusão de que ah! Quero andar de skate pra me profissionalizar, ah! quero andar de skate pra isso como se fosse a salvação da alma dele. Skate não é igreja universal não, minha gente! Andar de skate por prazer, por que gosta, vai rir, vai cair. Eu to velho pra carai, mal consigo respirar e to feliz da vida porque estou com a galera. Imagina um guri curtindo a sensação de acertar uma manobra e ao mesmo tempo ter os amigos pra cumprimentar. Escutar aquele “YEAH”, aquele yeah é foda... yeah na alma. É o reconhecimento dos amigos, “é foda, o bicho acertou”. Uma coisa que eu vejo hoje, acompanhando o P&P, é o empenho dos meninos. Hoje eu descobri pistas aqui em Recife que eu nem sabia que existia. Vejo Henrique falando com político, falando no jornal,  o lado de lutar; as ferramentas são outras. A galera é mais empenhada.


Morcegão feliz da vida por poder acompanhar a evolução do skate pernambucano, na rua e no seu camarote particular. (Vista do edf. Duarte Coelho – onde fica o cinema São Luiz)


As famosas transições Correios, que deram base para andar em todas as outras.


Backside Rockslide na borda dos Correios, arrancando na saída.


Além do gênio forte, Morcegão também era conhecido nos Correios, pelos Big Ollie

 Ricardo Rico, Veronildo, Jadson, Morcegão e Familia durante o Bloco Carnavalesco "Rola cachaça e come o que acha"

"O centro era o meu parquinho"... Frontside Fifty Fifty

Foto publicada na coluna Vida Urbana do Diario de Pernambuco em 10 de fevereiro de 1992.

"A gente virava à noite aqui (Correios). Dessa galera tinha muita gente. Esse menino (Patrício) vinha, Jadson, Ricardo (Ricardo até hoje... eu me lembro de detalhes de cada um, ele tinha uns slides, vinha de longe rasgando assim... não tinha igual pra mim). "

Os amigos de Casa Amarela que o skate lhe apresentou...Masao, Yuji, Macaquinho, Andrey e Dennys Punk


"Os “Correios” já não era como antes. As pessoas já não mais andavam como antes. Só tinha pra mim a mini ramp de BV. "

Grind no Banks do skatepark da Caxangá


"Hoje eu descobri pistas aqui em Recife que eu nem sabia que existia."


O maior presente da (SGS) é o encontro com a galera. Só em saber que estou aqui em frente de Patrício, onde eu iria ta em frente a Patrício?  Onde eu iria encontrar todo mundo? Lobão, Abi, Josa, Masao que foi pro Japão, Jadson, Veronildo, Og e um monte de outras pessoas

Quem é rei, nunca perde a majestade... Frontside No Comply Reverse